Texto: Thiago Rodrigues/Pawe News | Fotos: Euzivaldo Queiroz/Pawe News |
O Boi Garantido encerrou, na madrugada deste domingo (28), a segunda noite de apresentações do 59º Festival de Parintins. Com o segundo ato do espetáculo “Parintins: Portal do Encantamento”, o bumbá da Baixa do São José levou à arena uma narrativa dedicada à diversidade dos povos que ajudaram a construir a identidade cultural de Parintins.
A abertura transformou o Bumbódromo em um grande portal para celebrar os diferentes povos que compõem a cidade. Logo no início da apresentação, entraram na arena o Boi Garantido, a porta-estandarte Jeveny Mendonça e a sinhazinha da Fazenda, Raíra Lins.
Destaques da apresentação
A noite foi conduzida pela espiritualidade do povo Hixkaryana. Um dos momentos mais marcantes foi a Lenda Amazônica “Kamara, a Onça-Mãe”, uma das toadas mais emblemáticas da nação vermelha e branca deste ano. O mito retrata a origem do povo ancestral a partir da onça sagrada.

Assinada pelo artista Marlon Brandão, a alegoria da lenda foi a maior da noite e levou à arena a cunhã-poranga Isabelle Nogueira montada no felino ancestral.
Outro destaque foi a Celebração Folclórica, que reuniu diferentes expressões culturais em homenagem à diversidade dos povos amazônicos.
No ato final, uma forte chuva caiu sobre Parintins, mas não diminuiu a animação da galera vermelha e branca. A torcedora Fátima Santos, que veio de Manaus para acompanhar o festival, interpretou o momento como um bom presságio.
“Essa chuva veio para coroar a alma e consagrar a vitória do meu boi”, declarou.
O encerramento ficou por conta do Ritual Indígena do povo Hixkaryana. Na cosmovisão do povo Kamaraiano, o pajé atravessa o mundo invisível para enfrentar forças obscuras e proteger a aldeia.
A apoteose reuniu todos os itens oficiais em uma grande celebração que levantou a torcida e encerrou a apresentação sob gritos de “bicampeão”.














