Texto: Thiago Rodrigues/Pawe News | Fotos: Euzivaldo Queiroz/Pawe News |
PARINTINS – O Boi Caprichoso abriu, na noite deste sábado (27), a segunda noite de disputa do 59º Festival de Parintins com um espetáculo voltado à exaltação da Amazônia e dos povos que vivem nela. No segundo ato do projeto artístico “Brinquedo que Canta Seu Chão”, o boi azul apresentou o tema “O Brinquedo Ancestral Canta: Amazônia – O Chão da Vida”, celebrando a floresta, os animais, os encantados e os defensores do território amazônico.
A apresentação retratou a maior floresta tropical do planeta sob as ameaças da mineração, do desmatamento e da invasão de terras indígenas. Ao mesmo tempo, reforçou a resistência dos povos originários e tradicionais na defesa da Amazônia.
Destaques da apresentação
O espetáculo começou com a Mãe Natureza conduzindo o Boi Caprichoso suspenso por um guindaste. A Sinhazinha da Fazenda, Valentina Cid, também surgiu nas alturas representando um beija-flor e protagonizou uma transformação de figurino durante a evolução na arena.





Na sequência, o bumbá da Francesa e do Palmeiras apresentou a lenda amazônica “Fogo de Curupira”. Assinada por Roberto Reis, a alegoria foi a maior da noite. Um dos módulos chegou a desabar durante o transporte para a concentração no início da semana, mas a estrutura foi reformulada e o Curupira ganhou vida na arena, conduzindo a evolução da cunhã-poranga Marciele Albuquerque.
Um dos momentos mais emocionantes da noite foi a homenagem ao compositor azulado Ronaldo Barbosa, feita nos versos do Amo do Boi, Caetano Medeiros. Autor de clássicos como “Saga de Canoeiro” e “Pesadelo dos Navegantes”, Ronaldo foi reverenciado pelo Caprichoso.
A parintinense Janaína Melo se emocionou com a homenagem.
“Ronaldo Barbosa, junto com Arlindo Júnior, marcou a história do meu boi. Foi uma homenagem mais do que merecida”, afirmou.
O espetáculo foi encerrado com o Ritual Indígena “Tukaia dos Espíritos”. Com a participação de um líder do povo Assurini, o pajé Erick Beltrão conduziu a celebração de cura. Para o povo Assurini, o maracá representa a ligação entre o mundo físico e o sagrado.
A apoteose reuniu todos os itens oficiais em uma grande celebração que levantou a galera azul e branca e encerrou a apresentação sob fortes aplausos.




















