“Samba na Malandragem”: com música ao vivo, evento realizado pela Ilé Àṣẹ Ayédùn busca angariar fundos para reformas de infraestrutura

Texto: Luiggi Bacelar/Divulgação |

Foto: Ilé Àṣẹ Ayédùn/Divulgação | |

Já no próximo sábado (22/03), a 1ª edição do Samba na Malandragem promete animar o final de semana na capital amazonense. Com início marcado para às 17h, o evento organizado pela Ilé Àṣẹ Ayédùn vai contar com uma variedade de atividades, com música ao vivo, brechó, flash tattoos, trancista, jogatinas, petiscagem e venda de banhos energéticos. Os ingressos podem ser adquiridos por R$50 e 1kg de alimento não perecível, por meio do WhatsApp (92) 98451-9788.

O evento, que será realizado na própria sede da Ilé Àṣẹ Ayédùn, localizada na rua Desembargador Cândido Onório, nº 17, Planalto, é o início de uma tradição que sonha, um dia , em se tornar um bloco de carnaval de rua. De acordo com Ìyá Ayédùn, sacerdotisa da casa de axé, o Samba na Malandragem é um movimento que tem o objetivo de unir alegria, trabalho e merecimento.

“Sempre sonhei com um mundo onde as pessoas colaboram com o crescimento do espaço em que se desenvolvem. Mas que essa colaboração fosse genuína, alegre, com entrega. Parecia utópico, mas é o que estamos vivendo. O Samba na Malandragem é um evento coletivo, que também tem como objetivo angariar fundos para auxiliar nas reformas de infraestrutura em nossa casa, deixando nosso espaço ainda mais acolhedor para aqueles que buscam apoio espiritual”, ressaltou Ayédùn.

Por que “Samba na Malandragem”?

Enquanto uma casa de desenvolvimento espiritual, a Ilé Àṣẹ Ayédùn conta com uma guia chamada dona Maria Navalha, que atua na linha energética dos malandros. Apesar do evento não ser direcionado diretamente à Maria Navalha, a festa conta com a temática do povo da malandragem, com samba, petiscos e jogatinas.

Entretanto, durante a festa, na dinâmica das jogatinas, o vencedor da disputa de dados, um dos jogos a serem disputados, terá direito a uma consulta com a entidade Maria Navalha. O jogo oracular do guia espiritual irá trazer direcionamentos relacionados a vida amorosa, profissional e comportamental do consulente.

Construção coletiva

O Samba na Malandragem passa a compor um calendário anual fixo de atividades culturais e de celebração da Ilé Àṣẹ Ayédùn, com eventos abertos ao público. Além da reverência aos malandros, a casa de axé também traz a Festa da Cigana, direcionada à Cigana Sol, outro guia espiritual da Ilé. O Festival de Primavera finaliza os eventos estabelecidos, com iniciativa voltada para as crianças e seus responsáveis, trazendo brincadeiras, workshops, distribuição de roupas e alimentos para famílias em situação de vulnerabilidade social.

De acordo com a cantora Uma Póvoas, responsável pelo setor de Organização Geral da Ilé Àṣẹ Ayédùn, a variedade de atividades só é possível a partir da disposição coletiva de realização.

“Fortalecer e movimentar o coletivo é uma das bases de valores da nossa Ilé. Potencializar o indivíduo dentro do coletivo. Somos plurais. Dentro da nossa casa, temos produtores culturais, professores, advogados, comunicadores, artistas, médicos, engenheiros e etc. Com a contribuição de cada um, a gente consegue chegar em muitas pessoas”, destacou a artista.

Parcerias

Os alimentos não perecíveis recolhidos na comercialização dos ingressos para o Samba na Malandragem serão doados à Casa Vhida, que atua como uma associação de apoio às crianças com HIV. A Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), a Companhia de Saneamento do Amazonas (Cosama) e a Empresa Estadual de Turismo do Amazonas (Amazonastur) também contribuíram para a realização do evento.

Durante a realização do Samba na Malandragem, não haverá a comercialização de bebidas alcoólicas. O motivo é explicado pela sacerdotisa Ìyá Ayédùn.

“Apesar de não ser um evento religioso, lá estarão pessoas religiosas, e em nossa filosofia, vivemos algo chamado ewó, que são restrições individuais que auxiliam nossa caminhada de vida. Dentre os ewós, temos participantes com restrições ao consumo de bebida alcoólica ou de estar presente em ambientes que incentivam o consumo. Com o objetivo de ser agregadora, nossa festa não poderia deixar de fora essas pessoas”, finalizou a sacerdotisa.

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Jerfferson Coronel

Uns Dos Maiores Jornalista da Nossa região norte.

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